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De leitora assídua para Tristão de Athayde
21 de outubro de 1976 · 1 min de leitura
A remetente, leitora assídua dos artigos de Tristão de Athayde, escreve para apontar uma omissão que considera injusta. Elogia o colunista por defender os fracos e desprotegidos, qualidade que considera rara. O motivo da carta é o artigo 'O violeiro desconhecido', no qual o autor sugeriu vários nomes para patrono das letras brasileiras e afirmou que Machado de Assis representa o que nenhum antecessor ou sucessor alcançou. A remetente concorda plenamente com essa avaliação e começa a desenvolver o argumento de que a Academia de Letras ('a casa dos quarenta') foi educada na 'casa de Machado', sugerindo que Machado de Assis deveria ter sido nomeado patrono. A página termina no meio de uma frase, indicando continuação.
Prezado Tristão de Athayde
Sou leitora assídua de seus artigos e os faço com grande satisfação, principalmente quando valorosamente defende os fracos e desprotegidos. Hoje isso é raro. Mas o que me leva a escrever-lhe é um sentimento de justiça quanto a uma sua omissão. Pecamos também por omissão; está no ato de contrição. No seu artigo "O violeiro desconhecido" sugerindo tantos nomes para patrono de nossas letras, disse, com muito acerto, que Machado de Assis "representa o que nenhum de seus antecessores ou sucessores chegou a representar", no que concordo plenamente. Aliás a casa dos quarenta era educada na "casa de Machado
de Assis".
Em seguida cita uma porção de nomes de gente ilustre, merecedora de todas as honrarias, mas, por incrível que pareça, no meio de tanto escritor, esqueceu Mestre João Ribeiro, que foi no seu tempo o "primo" entre seus pares, como disse João Mangabeira em seu discurso de posse, e como hoje é, no consenso geral, o nosso querido Drummond de Andrade.
Não podia deixar passar esse lapso em alguém que chegou a conhecer meu pai.
Aos jovens escritores perdoo essa ignorância.
No mais, sou uma das suas muitas admiradoras e leitora assídua